quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Notícias de Quinta [72]

Overly Attached Girlfriend - Medo


TIM derruba sinal de propósito, diz Anatel (Aí... \/)
TIM nega que derruba ligações e Anatel diz que relatório é preliminar (Vamos ver como continuará essa novela. Todo mundo que tem TIM acha que eles derrubam sim o sinal de propósito.)
Estudo mostra que NET e Embratel são provedores que mais praticam traffic shaping no Brasil (Seu torrent tá devagar? Culpa do seu provedor. E tem mais \/)
Como saber se seu provedor pratica traffic shaping (Notícias com bônus hoje, cês tão vendo que eu me esforço, né?)
Austrália pressiona Facebook para remover página com conteúdo racista (Censura fotos de amamentação mas permite páginas com conteúdo racista. Facebook Facts Ah sim, por falar em Facebook. \/)
Homem perde memória e usa Facebook para se lembrar do passado (Aí ele se lembra que fazia bulling com aborígenes e fim.)
“Lei contra pirataria é desperdício de dinheiro”, diz ministra francesa (Muito bom ver as pessoas sendo coerentes.)
Marido se nega a lavar a louça e é preso no banheiro pela mulher, diz PM (Eu achei brilhante. As mulheres deveriam trancar seus maridos no banheiro mais vezes.)

haha achei tão fofa xD

**As opiniões expressas nesse post são de total responsabilidade do seu autor.**

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Idiotices do João [25]

Tem de acreditar que é possível, ou nem vale a pena estar vivo.

Sentimos raiva, sentimos sempre muita raiva. Há quem diga que é melhor, pois dessa forma não sobra espaço para outros sofrimentos; mas estão errados, pois todas as tristezas e arrependimentos e sofrimentos se mesclam e se confundem num caldo borbulhante de raiva fedorenta, tudo se contorce em urros e vontades não satisfeitas, urros para o alto, estamos aqui na escuridão outra vez, no frio caminhante da noite a mão direita da esperança esquentou-se primeiro, significa algo? Passou direto, cachos passaram direto, estranhos comportamentos, ainda é o ósculo mais significante desta atualidade. Acontecerá novamente? Pois encostamos, João se lembra, foi espetacular conversar acerca dos escritos em comum, mas quando os lábios se tocaram nada foi sentido, nada. Então se lembra dos cachos? Mas agora reaparece, assume lentamente o que sente, teremos surpresas? Senhores efes, esses que nos rasgam a pele, olhe só meu João, talvez devesse falar com José. Com José falamos somente,  não há interesses em outros parceiros, com José falamos, compreende bem, sentir raiva é bom, melhor que cair em depressão, não, meu caro José, esse excesso nosso nos consome, essas chamas de raiva que são produto de nossa tristeza, agora tudo se confundindo, cachos brancos, cachos negros, assim chamaremos? Ainda há mais, nem sei se relataremos, apague a luz, por favor, feche a porta do quarto e não grite mais, não nos interessa o quão solitário se sente, deixe-nos aqui na nossa escuridão, é por isso que sairemos, não tem nada a ver conosco. Estamos nos mesclando de novo, há confusão que não poderemos prever, vamos abraçar, sim, sempre que volta a tentar se relacionar novas experiências são adquiridas, João querido, quantas considerações poderão ser vistas? Fim de semana próximo, aproxima-se aquela ali, mas nada significará, detestamos quem se arrasta, arrastar arrastar, melhor que nem venha, não será nada, nada se a alma nossa não se inflama, temos de oscular, sim, faremos, cachos negros?, beleza, quem é beleza, nos parece, parece-nos, balança-se, mas cachos brancos, beije-nos outra vez, conquistaremos, o que será?, não querem se prender, então estamos abertos, vamos dizer sem depreciamentos, tanto faz, não precisamos prender, mas abraçaremos para proteger do caos do mundo, beije-nos e sinta nosso espírito mesclando-se, acalme-se, muitas raivas e de nada especificamente, não sejam presunçosas, nossos mundos giram em torno de nossas próprias tolices, ouvindo a voz da lua, essas canções doces da madrugada, um casal apaixonado que junto se encontra após todas as dificuldades, delícias da ficção, há raiva, há sempre raiva, materialização de tristezas e frustrações, por favor não se assustem, não nos levem a mal, é só o excesso de energia, mas sempre assusta, sempre causa medo sempre sempre, se nos abraçarem vão nos curar. não é fome de carne, nunca foi, arranja-se fácil, é outra coisa, sabemos, jamais divulgaremos ao vivo, jamais, raiva, sabemos, temos fome e por isso não conseguimos nos acalmar, afeto de quem gostamos, essa é a fome, falamos, não entendemos, sabemos, João olha para a janela, seria mais fácil de suportar se pudesse se enforcar com os próprios intestinos, jamais morrer por tolices, cachos negros disse que é sabido da vida e sofrido pela morte, acertou, estamos repletos de nós mesmos, João se intumesce cada vez mais, excessos, raiva, raiva, raiva, raiva, raiva em excesso de tudo, intolerâncias vindo à tona, suportar a si próprio, um dia a conquistará, disseram, salve-me, cachos brancos, o resto pouco significa no momento, poderemos seguir sozinhos como sempre, nosso orgulho nos mantém em pé, prefere companhia, a companhia que verdadeiramente importa, mas jamais se arrastará perante ninguém, jamais, raiva, raiva, ira, ira, raiva, excessos, somos excessos, gostaríamos de quebrar tudo, queimar todas as coisas até às cinzas, podemos sempre mais, desconcertando-se no caos, novamente o dilema, continuar crescendo através da liberdade e da mudança ou lutar por equilíbrio e propósito?, estamos nos confundindo, aqueles lábios que tocou nada significaram apesar do teor da conversa, conversa da alma para todo o sempre, mas nada significou o contato, não houve ebulição, cachos brancos fez arder, ardeu para valer, mas agora há comportamentos estranhos e distantes, cachos negros nos lembrou de não se arrastar, agora retorna, egoísmos, falamos, fluxo em chamas, pobre relato, esta música se rebelando contra as vontades do que nunca será, será, terá de acreditar, tem de acreditar, o que você realmente quer?, Maria, deseja Maria, qual o seu rosto, quem é você?, assusta, calma, calma cara, raiva, raiva, raiva, frustração tristeza ódio ira ansiedade, o braço esquerdo da escuridão não está dando conta, precisa marcar a perna, precisa rasgar a carne e sentir a dor, penitência, precisa se rasgar mais, raiva, raiva, raiva, raiva, que raiva, quebrar, destruir, raiva, urrar, urrar, berrar, raiva, que raiva, destruir, destroçar, rosnar, remexer, quebrar, urrar, beijar, que seja significante, excessos, somos excessos, precisamos liberar, dividir energia, criamos energia em excessos e precisamos compartilhar, mas não queremos qualquer coisa, só o que nos tocar, só o que nos inflama de alguma forma incompreensível, raiva, sempre muita raiva, mas protegeremos, seremos dignos e companheiros, estamos ansiosos para demonstrar o melhor de nós, mas enquanto não há só sobra a raiva, raiva, raiva, excessos, sentem medo, então fujam, solidão bufando ódios, tem de acreditar que é possível, que é possível o quê, sempre soubemos da questão, João olha para janela, por que ainda somos ridículos?, por que ainda não representamos nada?, são todos fãs, fãs, fãs, compartilham imagens bonitas, devotos, brasões com lemas, acham-se todos na moda, não queremos nos integrar, não queremos ser fãs, não, não, queremos criar, queremos o topo, queremos também ser adorados, não se trata apenas de vaidade, embora também o seja, é que não faz sentido só só adorar se você pode fazer o papel de criar, o que nos dá raiva é perambular neste mundo sem sentido e ainda não ter realizado nada, nada existe aqui, não há sentido, temos de nos acalmar e aguardar, esperar acontecer, mas enquanto não acntece só há raiva, muita raiva, sempre muita raiva, raiva, raiva, raiva, raiva...

....RAIVA RAIVA RAIVA RAIVA RAIVA RAIVA RAIVA RAIVA ÓDIO ÓDIO ÓDIO ÓDIO ÓDIO ÓDIO ÓDIO RAIVA RAIVA RAIVA QUEBRAR QUEBRAR QUEBRAR QUEBRAR URRAR URRAR URRAR GRITAR GRITAR GRITAR EXCESSO EXCESSO EXCESSO EXCESSO RAIVA RAIVA RAIVA RAIVA DOR DOR DOR DOR DOR DOR DOR DOR DESESPERO DESESPERO RAIVA RAIVA RAIVA ÓDIO ÓDIO ÓDIO ÓDIO RAIVA RAIVA RAIVA RAIVA!!!....

...calma, cara!

Calma.

Calma....

...

...acredite que é possível. Acalme-se. Acredite que é possível. E viva. Viva.


Sorria.

**As opiniões expressas nesse post são de total responsabilidade do seu autor.**

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Idiotices do João [24]

Tal é a sensação que devemos lembrar. É abrupto, um caldeirão de introspecções. Não é pretensioso? Algumas falas sobre o que virá após falecimentos, mas é tardio, ou melhor, é dispendioso, não importa que sejamos apenas microssegundos perante a eternidade, estamos vivos e respirando, estamos respirando novas possibilidades. João ensaiou algum novo texto mental enquanto perambulava pelas noites de rua, esse vento frio nosso, o vento escuro e reconfortante, quantas solidões são necessárias para se acalmar uma alma? Há severidades em voga, quando perguntou aquele menino ansioso, a literatura deve criticar!, deve chocar, deve causar!, mas João perguntou, deve mesmo? Há crianças repletas de misericórdias, vocês acham que revolucionarão o mundo? Deve-se acreditar, contudo, deve-se expressar, você conduz uma leitura da sua perspectiva perante novas realidades? Um abraço, minha deusa santa, João aconchegou-se no colo de Maria enquanto ébrio estava, quantas vergonhas, mas por que ela não se intimidou quando João agressivamente invadiu seu espaço? Quem é essa mulher que manteve o olhar? Não havia crespos ou cacheados, mas vimos em outras partes, em outras memórias, aqueles beijos últimos ainda lhe ardem, causaram-lhe uma coisa, quartas e quantas, chamas se entrelaçando, já discutimos isso em outras histórias, é viciante, nós sabemos, sonhamos para quando for contatos ainda mais... entendemos, e revelando demais, pois Maria se aproxima, ou floreia de dança na sua frente, assumindo rostos e formas de deslumbrantes mistérios, abraçou-lhe quando na roda se encontrava, sem o menor pudor, aquele toque, qual delas ali alimentará seu espírito? Não há necessidade, apenas temos fome e não conseguimos descansar, na verdade conseguimos emular tranquilidades, respirações diárias duas ou três vezes, canções aberrantes e urros ocasionais, há pessoalidades em jogo, estamos sempre jogando e nos arriscando, assim gostamos de pensar, quantas palavras são necessárias para descrever um pretenso caos? Aquele João entendeu o José que o entendeu melhor, quantas Marias são necessárias para saciar as chamas famintas do seu espírito? Quantas trocas de combustível prosseguirão para se mesclarem com os resíduos de berros cavernosos que ecoam nas profundezas labirínticas do seu ego? Uma prolixidade clichê essa última sentença, justificando-se inutilmente, uma paz fingida para uma guerra perene, novamente a pergunta, lutar por foco e equilíbrio ou seguir crescendo por meio da liberdade e mudança? Há uma fome de provar, de se engolfar nas chamas que já o envolveram, ou no terremoto que com ele brinca, mas sabemos, para frente não irá, assim ele acha, inverdades, uma promessa, aquele João, conquistar, conquistar, pela arte de si próprio, um orgulho no meio dessa lama de orgulhos estúpidos e melequentos, há fome, mas aquele que não provou, aquela que sustentou o olhar no seu pior momento, o que você acha, meu caro João? Sempre em volta desses assuntos, gostaríamos de renegar, mas alimenta o fogo, aqui estamos, o ego que deseja se esparramar por todo o mundo, o espírito tão cheio de si que mal cabe no próprio corpo, então ele deseja expandir suas perícias, aumentar o nível de habilidade com todos os pontos que ganhou ao longo desta vez, e ele consegue, oh sim, um esforço maior para explorar uma nova faceta até então oculta, perguntaram o que eram os personagens e João admitiu abertamente que eram todos facetas de si próprio, das melhores às piores, então é isso?, admitiremos publicamente que temos sombras em nosso sangue? Ora, mas é por isso que temos o braço esquerdo da escuridão, há de se resplandecer numa espécie de glória sinistra enquanto o braço direito da esperança nos lembra de que é possível, não precisa apenas se remoer das falhas, não, não, aprendemos, quanto mais poderemos?, sempre mais, mais e melhor, há como provar para outro alguém o que você é de verdade?, é possível alcançar o coração de um outro alguém apenas com o compartilhamento sincero de seu próprio espírito? Maria, João se pergunta, qual é o seu rosto? Quem é você?

Quem sou eu?

Nós sabemos, sim, sempre soubemos. 

Ascenda.

E conquiste.

**As opiniões expressas nesse post são de total responsabilidade do seu autor.**

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Notícias de Quinta [71]

Ri muito. O pior são os comentários no youtube de gente que não entende piada, pqp.

Hoje começa o julgamento do Mensalão (38 réus? Sentem que lá vem muita história!)
Candidatos tentam evitar polêmicas em debates (Quem acha que eles não conseguirão, levantem a mão: o/)
Após discussão por telefone, cliente recebe fatura nomeada como "Vadia" (Boa NET! Rumo à medalha de ouro em desrespeito aos clientes!) (A Telefônica já fez tudo isso, NET. Mais criatividade por favor!)
Marina Silva causa mal estar entre ministros em Londres (Até em Londres sabem que ela é que deveria ser nossa presidenta.)
Música alta pode afetar memória e aprendizagem, diz estudo (Que? Falou comigo?)
Jaiminho, do 'Chaves', ganha estátua em Tangamandápio (Não vou comentar essa porque eu quero evitar a fadiga.)
Caio Blat fala de cinema e detona a Globo: “enojado, horrorizado” (Falou mal da Globo eu já tô retwittando, compartilhando, divulgando e comentando. *editado* Ele meio que se desculpou por ter cuspido no prato que come. Fiquei decepcionada mas o cara tem que viver, né? *editado*)
Raí processa jornalista que insinuou que ele estaria namorando Zeca Camargo (Fabiola Reipert? Jornalista? Ah tá!)
Parte da infraestrutura não estará pronta para Copa de 2014, diz Aldo (Má não me diga? É memo?)
Analista culpa entrada de pais no Facebook pela queda das ações da rede social (Pais: estragando tudo desde sempre.)
Careca após químio, homem é confundido com criminoso em SP (A PM fede.)

Me sinto assim no Twitter e no Facebook.

**As opiniões expressas nesse post são de total responsabilidade do seu autor.**

terça-feira, 31 de julho de 2012

Idiotices do João [23]

Agora sim, o adequado para se falar, você consegue compreender?

Quando João vagou pela rua, tomado de desgosto por si próprio, percebeu que a mão direita da esperança estava fria como a morte, enquanto a mão esquerda da escuridão estava mais quente que o próprio inferno. Consegue digerir todas as inexpressões de seus fracassos? É claro que labutamos, meu caro João, além de interpretações equivocadas dos sentimentos aberrantes de todos os lados. Não temos ideia do que está sendo feito aqui, não há importância, não nos parece legítimo? Talvez se você me dissesse, os conflitos de interesses, sempre o de sempre, mas é claro que poderemos subverter, queima-se forte, houve expectativas, como sempre há, eu disse que era o de sempre, somente relutando que vem fácil provavelmente mais fácil irá se não de se desenvolver, passou-se como um vendaval soprando um fogaréu, agora não passa de uma chama sem substância, quantas hipnoses dentro de si próprio são necessárias? Aqueles que tremulam aos ventos de suas arrogâncias debilitantes, você consegue me ouvir? Enchem a casa, se convertem, saem para farrear e se agarram, beijam-se, esquecem-se que suas almas se conectam ao se beijarem e penetrarem? Mas precisam manter a máscara, e não se preenchem, o vazio é imenso e faminto, coitado, mas não temos pena, não, não. Enquanto isso, João intumesce-se cada vez mais de se próprio, basta-se, é isso? Arrogância de acha que pode coordenar tudo sozinho, mas é para isso que hipnotiza a si próprio, forçar-se a creditar em fantasias, para, dessa forma, permanecer vivo neste mundo injusto. Quantos poderão nos alcançar com palavras ditas em riste? Seu criminoso, você foi péssimo, João se lembra daquela infância de novo, largado de qualquer jeito, não era, bem cuidado, sim, era sim, o quanto?, largado em casa, mas havia tudo ao alcance, tudo, monetariamente falando estava tudo ao alcance, conforto, mas o conforto do toque?, criou-se sozinho neste aspecto, emocionalmente falando, emocionalmente deturpado, não compreende o efeito de confiar em outrem, não haverá, mentira, sabemos que haverá, apenas ele não se engaja e basta, convence-se de que sim, não é isso que as pessoas gostam?, do que se viram sozinhos, virando-se na espiral de seu caos interior, repleto de energia em excesso, acumulando-se, com quem iremos dividir?, não precisa, não importa, João escolhe devagar com quem irá compartilhar sua alma, escolhe sem pensar, intuições, poucas pessoas, aqueles beijos dos belos cachos permanecerão na memória porque arderam as chamas de que são feitas as almas no momento em que estas se encontraram e se mesclaram durante o ósculo, mas hoje percebemos que não é mais nada pelos trejeitos corporais, então por isso João vagou pelas ruas da noite enquanto se contia para não urrar e chutar tudo o que aparecia pela frente, mas hipnoses, meu querido, acima de qualquer mediocridades, não se preocupe com os demônios, tentou se alegrar jogando, mas vários vazios subitamente apareceram, aqueles papinhos inexpressivos de sempre, não nos interessamos por essas cascas, nossa verdadeira força aparece da reflexão solitária, agora mudamos para lutar por foco e equilíbrio, não precisamos de insetos sem valor ao nosso redor, então ele acorda repleto de novas disposições, você compreende?, enquanto realizarmos nossos sacrifícios poderemos continuar canalizando as energias, péssimo filho, lembre-se sempre, João é péssimo filho e um fracasso nas relações desses que são sangue do seu sangue, fracassou mesmo, continua fracassando, eles sofrem com sua ausência, então você rasga sua pele para que a culpa, sempre faminta, tenha seu alimento, agora não ingerirá mais carne, não mais, sacrifique-se, uma vez que não deseja fazer o que é considerado melhor, não voltará para falar e conviver, não quer suportar, poderia, se quisesse, podemos fazer tudo, sim, tudo, basta querermos, não existe essa de eu não consigo, consegue sim, então na verdade é até pior, essa consciência plena de que não faz e não consegue porque não quer, daí os sacrifícios, que tal dar sopa para mendigo?, também não quer, ego inflado e egoísta, não deseja sair de sua zona de conforto, embora cause desconforto aos que estão ao seu redor, é péssimo, mas agora você sabe, já sabia, continua intumescendo-se de si próprio, cada vez mais repleto, cada vez mais lunático, quantos mais continua atraindo?, nas madrugadas em que os demônios mudam de forma e se tornam inesperadas surpresas, continuarão vindo, de todos os lados, então não há necessidades de sofrer por tão pouco, sofrer pelo o que nunca teve, ou pelo o que teve por pouco tempo, sabe que não conseguiu se controlar e falou palermices, sabe e tem consciência, aquela revirada de olhos do desprezo, conhece bem, sempre faz isso com a maioria lixo ao seu redor, então nos resignamos, retornamos à nossa fantasia fechada, no fim todos aclamarão quando forem impressas, não é isso?, irão todos ler, e vão todos elogiar e se emocionar, então por que se preocupar?, questão de tempo, apenas, auto hipnose, é o melhor de todos, é o máximo!, urra para si próprio, se é verdade ou não não nos interessa, força-se a acreditar em fantasias para viver cada vez mais, o péssimo filho foi cortado das finanças e sozinho terá de se virar, finalmente aconteceu, nossos planos continuam, urramos para a escuridão, urramos em nossas meditações diárias, para conseguirmos nos suportar, para nos enamorarmos cada vez mais com a solidão, não precisamos de nada além de nós próprios, fantasias, cada vez mais lunático, só que ao menos suportaremos, no fim, enquanto todos se enganam achando que poderão contar uns com os outros, não, nascemos sozinhos e morremos sozinhos, João solta mais berros para o alto e fala sozinho, olha estranhos para os lados, lunático, continue chicoteando-se, ao menos as histórias seguirão melhorando cada vez mais, permaneça, cresça e viva, viva. Acredite, e realize.

Sim.

**As opiniões expressas nesse post são de total responsabilidade do seu autor.**

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Notícias de Quinta [70]

Oi pessoas. Aparentemente o Twitter está com a asa quebrada hoje e eu não pude consultar meus favoritos (onde salvo vídeos e algumas notícias). Então vocês vão ter que se contentar com o que tem pra hoje.
A Ligia também não tem contribuições. Sendo assim...


Empresa paga R$ 3 mil a mulher chamada de "gordinha" em nota fiscal (Vai gordinha!)
Mãe hackeia site de escola para mudar notas de seus filhos (No meu tempo o que mudava nota ruim era uma boa surra de cinta.)
Sátiras com HQ incomodam Serra e futuro da iniciativa estaria em xeque (Veja aqui a original e uma das sátiras.)
Internet é a maior causa de procrastinação, diz estudo (Não me diga?!)
TIM envia SMS para clientes alertando que pode ter problemas de sinal por causa de 9º dígito (Mas a TIM já tem problemas de sinal normalmente.)
Interno da ex-Febem consegue "liberdade" para estudar em escola técnica na Baixada Santista (Apenas que:  “Espero adquirir mais conhecimento, poder mudar de vida e conseguir um trabalho(...)" *Aplausos*)

Isso sempre acontece.

**As opiniões expressas nesse post são de total responsabilidade do seu autor.**

sábado, 21 de julho de 2012

Idiotices do João [22]

João sentado no escuro, olhando para nada em lugar nenhum.

Estamos repetindo palavras. Estamos repetindo padrões. Houve um sucesso, ele se lembra, naquela vez em que se enfadou medonhamente de si mesmo. Houve um sucesso. Hã potencial tremendo, obscurecido por ilusões estúpidas de grandeza. Há silêncio. Mas houve sucesso após inúmeros fracassos e supostas humilhações à menor pessoa do maior ego do universo. Exageros. Acariciou-se ao sentar na cadeira. Estamos aqui.

Olhe. uma risada cheia, naquele olhar de desdém. Desmedidas. Gargalhada repleta de menosprezo. Ocultou-se com gracejos. Desrespeitoso. Mas então olhou. João estava preparado, daquela vez, estava disposto a caçar para valer. Devolveu o olhar com ferocidade suave, uma piscadela, um envolvimento de alma soprada no ouvido. Uma aproximação, um papo rápido e certeiro. Lábia oculta, algum esforço, fanfarronices galanteadoras. Uma aproximação mais ousada. Um beijo.

Beijo. Beijo. Beijo.

João perdeu-se. Tempos se passaram. Almas se encontram no ósculo? Importâncias demasiadas e jamais compartilhadas. Quantas travessuras no escuro? Você tem medo do mundo, disseram. Você se esconde dentro de você mesmo e não permite que ninguém mais se aproxime. Aquele ali acha mesmo que entende João, enquanto esse outro coitado aqui acha que o entende. Devaneios injustificados e prepotentes. Sentou-se na cadeira, de pernas cruzadas, para menosprezar a idiotice de existir.

Beijou com vontade. Ao menos uma vez teria de doar-se outra vez.

Houve papos, houve piscadelas. Uma despedida. A chuva. Caminhou.

Na chuva, gargalhou feito tolo. João estava vivo novamente. Vamos urrar para os carros.

O mundo que não entendemos continua girando. Relações ao seu redor se desfazendo em pó, aquele coração partido que continua invadindo a casa para se ferir. João aponta o dedo e menospreza, atenta para não se envolver. Eles que são idiotas que se entendam. Envolvem-se, se entregam e se ferem feito baratas mordiscando as próprias pernas! Umas crianças. Aqui um reclamou que não era disso, mas então, se não sabe lidar com várias relações malfadadas ao mesmo tempo então não desça para o playground dos senhores don juans! Uma palermice, o que é isso? Essas múltiplas cadeias de beijos sem alma nem envolvimento significam o quê? Puritanismos falando aqui? Entregou-se para aquela carência lamentosa, João olha e ri, alguém mergulhou na luxúria desdenhosa, gabar-se para sentir-se imenso perante o resto, algum sentido há? Mas João consegue entender o próprio esquema?

Hã uma certa conjectura, uma certa insegurança. Um olhar desviado naquele momento em que a fraqueza torna-se dolorosamente escura. Toda a pose de desdém fingido não é capaz de mascarar a vergonhosa timidez. É capaz de perdoar o que é verdadeiramente?

Desta vez ocorreu porque houve atitude. O clichê de filmes e histórias?

Queria mais daquele beijo. É tão humilhante ser humano, não é mesmo, caro João? Menosprezou as necessidades de outrem, apontou o dedo e tachou-os de insignificantes e de escravos da luxúria. Sentiu-se superior por fingir não se importar? Fracassou.

Encontrou novamente, para abraçar e beijar. Porque tinha de sentir novamente. Falas e palavras e gracejos, e maravilhas de apresentações, e compartilhamentos. Palavras, confidências. E beijos.

Deliciou-se. De verdade, desta vez? Quanto tempo faminto de significados? Sentiu almas se entrelaçando, como deveria ser. Óculos de chamas, egos inflados debatendo-se enquanto se mesclavam no contato dos lábios. Chamas adicionando chamas para explodir um incêndio.

Nenhuma outra adição seria necessária. Aguardaria.

Tolice...

Clichês, estamos aqui. Dolorosamente humano, não é isso? Nem sentido em relatar, é a mesma merda, e estamos nos perdendo. Belezas se foram. Quando foi ali para fanfarronear, fracassou outra vez. Como é que se brinca disso? Já esqueceu? Nada interessou, então não se esforçou, então nada levou. Mas era para levar algo? Pontuar significa encostar em lábios sem significado? Torturar-se por falhar em seduzir o que não interessava? Há mesmo o medo do mundo? Há alguma coisa em algum lugar?

Esperar. O quê? Não veremos e não saberemos quando voltar. Há drama excessivo? Há excessos. Trancafiar-se novamente nunca foi solução. Quanto mais negará outros? Mantém-se distância segura e dolorosa - para não sofrer com envolvimentos, mas sofrer por não se envolver.

Agora adianta falar? Não consegue responder. Não haverá terra para lava, não houve vapor com água; neste instante, deseja novamente os lábios de fogo para reduzir o medo do mundo às cinzas de um incêndio.

O louco se fecha nas cortinas de sua própria alma, aguardando urros ilusórios de chamas em lugar nenhum.


**As opiniões expressas nesse post são de total responsabilidade do seu autor.**